segunda-feira, 2 de março de 2015




Ativista cultural de Juripiranga recebe Prêmio Leonilla Almeida


A professora Maria da Paz de Pontes será uma das homenageadas com o Prêmio Leonilla Almeida, do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, pela sua atuação na difusão cultural, principalmente no meio escolar.

Maria da Paz é itabaianense, radicada em Juripiranga, onde administra a Escola Municipal Maria José Borba, na qual tem feito um trabalho de inclusão cultural dos alunos e professores, recebendo o Projeto Mais Cultura, por meio do qual vem proporcionando diversas atividades artísticas para a comunidade.

Da Paz, como é conhecida, também se destaca como empreendedora no campo da culinária, especializando-se em confeitaria, ressaltando a original e expressiva cozinha nordestina.

O Prêmio Leonilla  Almeida será entregue em 14 de março, às 20 horas, na Praça Epitácio Pessoa, em Itabaiana, onde também será realizado recital de poesia e apresentações folclóricas.



Pilar produzirá iogurte de leite de cabra sem lactose


A empresa de laticínio La Belle Chèvre Ltda, instalada em Pilar, produzirá um iogurte à base de leite de cabras sem lactose e sem adição de açúcar, segundo Antonio Hybernon da Silva, fiscal federal agropecuário responsável pelo Serviço de Inspeção de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O produto a ser colocado no mercado nordestino nas próximas semanas será fabricado na cidade de Pilar, numa propriedade rural com quase sete hectares, no agreste paraibano. Segundo o empresário Fernando Antônio Bezerra, a produção inicial será de 200 litros por dia, sendo que a indústria terá capacidade de produzir mil litros diariamente.

O leite será produzido pelo rebanho caprino da própria indústria, que possui 80 cabeças da raça leiteira Saanen, criadas em regime de confinamento intensivo. “Seguimos todas as exigências técnicas, desde as especificações das instalações, salas de ordenha, resfriamento, armazenagem, embalagem e outros detalhes técnicos. A Emater da Paraíba também foi uma boa parceira nossa”, disse Susana Maria Pinto Bezerra, engenheira de alimentos e sócia do empreendimento, que teve um investimento privado de R$ 2 milhões.

“Percebemos que havia uma lacuna na cadeia produtiva de caprinos na região, especialmente para derivados de produtos finos, então resolvemos investir nos iogurtes e queijos especiais à base de leite de cabra. O iogurte da La Belle é adequado para pessoas com dificuldades de digestibilidade, com intolerância à lactose e à proteína do leite bovino”, afirmou Susana.


Correio da Paraíba

domingo, 1 de março de 2015

Ingá e Itatuba preparam municipalização do trânsito

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (25), coordenada pela Juíza de Direito da Comarca de Ingá, Dra. Alessandra Varandas, ficaram definidos os primeiros passos para a concretização da municipalização do trânsito nos municípios de Ingá e Itatuba.

Durante a reunião foi feita uma explanação sobre o tema, a cargo do consultor Ilo Jorge, especialista em trânsito, que abordou os aspectos legais, os primeiros passos da parte burocrática e estrutura necessária, as vantagens, as parcerias com o DENATRAN, DETRAN e demais órgãos envolvidos, os recursos e atividades como sinalização, fiscalização e educação para o trânsito.

Aron Renê afirmou que já vem realizando estudos com relação à municipalização em Itatuba desde dezembro de 2014, inclusive com o consultor Ilo Jorge. Dr. Felipe Garcia, procurado do município de Itatuba também participou da reunião. Dra. Alessandra elogiou a iniciativa de Itatuba e incentivou o prefeito Manoel da Lenha a fazer o mesmo.

Manoel da Lenha declarou que uma das primeiras medidas tomadas após sua posse foi no sentido de organizar o trânsito da cidade, principalmente na área central, onde foi feito um girador que praticamente acabou com os pequenos acidentes, além das sinalizações verticais e horizontais implantadas como faixas de pedestres, áreas de estacionamento proibido e redutores de velocidade, porém não detém o poder de fiscalização, e que agora, com os conhecimentos dos caminhos legais para a municipalização do trânsito irá tomar as medidas necessárias neste sentido.

Os prefeitos de Riachão do Bacamarte, Sr. Gil, e de Serra Redonda, Manoel Marcelo, não demonstraram interesse na municipalização e não compareceram a reunião aprazada.

Dra. Alessandra Varandas destacou o aspecto legal levantado pelo consultor que fala na obrigatoriedade da municipalização em lei publicada desde 1998, sendo que irá notificar os prefeitos das demais cidades que compõem a Comarca, caso não tome medidas sobre a municipalização do trânsito, tendo a possibilidade de responsabilização legal.

O Consultor informou que o Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro onde a municipalização do trânsito está implantada em maior número de municípios, graças as ações do Ministério Público e Justiça. Seu trabalho de consultoria tem se concentrado no Estado de Pernambuco, no entanto destacou duas cidades na Paraíba onde a municipalização do trânsito já foi implantada, Alhandra e Pitimbu.
O cuidado com o trânsito, além de organizar a cidade melhorando a qualidade de vida dos munícipes, cadastra os operadores do transporte público, salva vidas, evita acidentes graves e consequentemente gastos posteriores com saúde e recuperação de vítimas.
Próxima reunião sobre o assunto ficou agendada para o dia 28 de abril de 2015. Já no dia 02 de março será realizada a segunda reunião sobre segurança pública, que envolve também o trânsito, em especial o uso das motos, na qual será feita uma avaliação das atividades já realizadas e planejamento de ações conjuntas vindouras.

IngaCidadão




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ITABAIANA



Filha do mestre Zé Leiteiro recebe Prêmio Leonilla Almeida pela preservação da cultura tradicional

Zé Leiteiro
Maria do Carmo é filha do mestre Zé Leiteiro, brincante da tribo Filhos de Tubinambá, caboclinho que sai no carnaval de Itabaiana, Paraíba, há 56 anos. Com a morte do cacique Zé Leiteiro, sua filha assumiu a tarefa de manter o caboclinho. “É uma prova de amor à cultura e à preservação de uma arte que não deve morrer, mesmo sem o reconhecimento do Estado”, disse Edglês Gongalves, arte-educador na cidade”. Dona Do Carmo, como é mais conhecida, tem um filho, José Jackson, que também faz parte do caboclinho, tocando a flauta que pertenceu ao avô, Zé Leiteiro. “Essa flauta passou pelo seu tio, depois do avô, e agora ele tem orgulho de dar continuidade à tradição da família”, disse Do Carmo, que teme o fim do carnaval tradição em sua cidade. “Antes, o carnaval era organizado e tínhamos incentivo, mas agora, além da falta de apoio, ainda temos que enfrentar a falta de ordem no percurso do carnaval de Itabaiana”, lamenta.

Todos os anos a tribo indígena ensaia na sala da casa de dona Do Carmo, reunindo amigos, familiares e vizinhos. “Botar o caboclinho na rua é como se meu pai estivesse aqui com a gente, é uma forma de preservar sua memória”, disse ela. Para homenagear a folclorista Do Carmo, a Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba concedeu o Prêmio Leonilla Almeida, que será entregue em 14 de março próximo.

José Luiz da Silva, o Zé Leiteiro, foi um dos maiores mestres de caboclinhos de Itabaiana, juntamente com Josa dos Índios Assombrados da Floresta, Mocó e Agostinho.  

Originários da cultura indígena, os caboclinhos expressam o sentimento nativista, com coreografias marcadas pelo estalo dos arco-e-flechas. É nas religiões Jurema e Catimbó que atuam os principais mestres e caboclos. Alguns grupos se distanciaram dessas linhas e se aproximaram de religiões afro-brasileiras, ligadas a terreiros de Xangô e Umbanda. Dos grandes mestres de caboclinhos de Itabaiana, apenas Josa dos Assombrados ainda vive. Morreram já há algum tempo o mestre Mocó e o mestre Zé Leiteiro, este último chefe de terreiro de Umbanda que também é preservado pelos familiares. Atualmente, o caboclinho “Tupinambás” é mestrado pelo neto Jackson, comandante da tribo.

LIVRO DE ESCRITOR PILARENSE É LANÇADO NA INTERNET

Já disponível na internet  a 3ª edição do livro Pilar – da Aldeia Cariri aos Nossos Dias  do professor e escritor pilarense Lucimário Augusto. Como ele mesmo define O livro “Pilar  da Aldeia Cariri aos Nossos Dias”, consiste num guia histórico, geográfico, cultural e turístico do município, fazendo por outro lado o resgate da mais bela cidade com a sua história contada pelo escritor José Lins do Rego, fonte de beleza rara, trilha de memória e humanismo, realidade de ironia, que foi calçada a literatura de Zé Lins.
Lucimário ainda acrescenta que o  livro propõe fomentar nos estudiosos, professores e pesquisadores e estudantes de Pilar e de todo o Estado, a história da cidade, que é de grande relevância na Paraíba.

Lucimário Augusto, nasceu na cidade de Itaporanga-PB, em 25 de setembro de 1972. Filho de João Augusto da Silva e Terezinha Noberto de Sousa e Silva. Iniciou seus estudos formais na Escola Municipal Euclides da Cunha, de Itaporanga em 1980.  professor de ensino fundamental na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José Lins do Rego na cidade de Pilar - PB no período de 1996 a 1999.

Graduado em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas, pela Universidade Federal da Paraíba, em 1997. Licenciado como professor de Língua Portuguesa pela Universidade Federal da Paraíba. Em 2002 lançou a primeira edição do livro “Pilar – da Aldeia Cariri à Cidade Educadora”, patrocinada pelo SEBRAE, alcançando sucesso de público nas edições subsequentes.

Segundo Augusto, essa foi a forma que encontrou para baratear o lançamento, haja vista que o custo da impressão é alto, e sem um apoio fica difícil para o escritor. E da forma que foi feito, a editora arca com a publicação do livro e o autor recebe uma porcentagem em cima das vendas dos exemplares. O livro está á venda por cerca de R$ 32,94. Quem quiser comprar o livro é só acessar o site clubedeautores.com.br .

www.evanioteixeira.blogspot.in


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ITABAIANA

Professora leva poesia popular à escola através da Academia de Cordel

Professora Sunelma Silva

Os alunos da Educação de Jovens e Adultos na Escola João Fagundes de Oliveira, em Itabaiana, sob a responsabilidade da professora Sunelma Silva, irão manter contato com a literatura de cordel, através de leitura de folhetos e diálogo com poetas cordelistas. Segundo Sunelma, o objetivo principal do trabalho é valorizar a cultura nordestina. Além de lerem cordéis feitos por artistas locais, os alunos poderão produzir seus próprios trabalhos. Cada aluno lerá uma estrofe, em voz alta, para perceber a musicalidade presente nesse gênero textual.

Para falar sobre análise da estrutura do cordel, foi convidado o poeta Orlando Otávio, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, entidade recém criada em Itabaiana, que congrega cerca de 30 cordelistas da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Sem dúvidas, esse trabalho tem tudo para render bons frutos, e esperamos que outros professores atuem de forma interdisciplinar com a literatura de cordel, em parceria com nossa Academia que está pronta para divulgar a poesia popular no meio estudantil”, disse Orlando Otávio.

 O projeto terá início na segunda semana de março próximo. A professora espera contar com outros poetas para falar do cordel, ler suas histórias e distribuir folhetos, além de promover oficinas de elaboração do cordel com os alunos. “Quero colaborar para manter viva essa tradição cultural, ainda mais sabendo do valor do cordel na educação, uma atividade que diverte e estimula os alunos”, disse ela.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Itabaiana e Mogeiro dão as costas ao trem do turismo, afirma Vavá da Luz

 
Vavá da Luz (de chapéu) em reunião com Ivan Burity e equipe

O Trem da Itacoatiara já é uma realidade, como projeto que pretende impulsionar o turismo cultural na região de Ingá, segundo garante Walter Mário Goes, o Vavá da Luz, Secretário de Turismo do Município. Em entrevista exclusiva para o Tribuna do Vale, Vavá afirmou que o trem fará percurso de Campina Grande a Ingá, com parada na estação de Galante, todos os domingos. Os passageiros terminarão a viagem nas pedras Itacoatiras, de Ingá, com direito a apresentações culturais, comidas típicas e visita ao Museu. A Transnordestina, empresa que detém a concessão dos trilhos da antiga Rede Ferroviária Federal, já autorizou o uso dos trilhos e demais estruturas, após reformas.

Utilizando as ideias de Vavá da Luz, a Secretaria Executiva de Turismo do Estado resolveu assumir o projeto “Trem das Itacoatiaras”, para dar sustentabilidade ao parque. É uma iniciativa que prevê um aporte contínuo de turistas e visitantes às Itacoatiaras, aproveitando a malha ferroviária existente e obedecendo aos padrões necessários de conservação e promoção de turismo dessa natureza. Ingá, Campina e toda a região só têm a ganhar”, considerou Lablace Guedes, da Secretaria Estadual de Turismo. “Agradeço ao Dr. Ivan Burity, que tem raízes familiares em Ingá, por ter acredita no projeto e lutado pela sua aprovação e execução”, afirmou Vavá da Luz. 

O Secretário Vavá da Luz lamenta que sua ideia não tenha sido levada em consideração pelos municípios de Mogeiro e Itabaiana. “Seria uma forma de incentivar a economia da região e divulgar nossa cultura, pois minha ideia inicial era promover o Trem do Agreste, incluindo Mogeiro e Itabaiana, mas os prefeitos dessas cidades nem quiseram me receber em audiência para debater o projeto”, lastima Vavá.  


ITACOATIARAS

Vavá da Luz participou de reunião com Ivan Buriti, Secretário do Turismo do Estado, tendo como deliberações iniciais a readequação do projeto arquitetônico inicial, proposta pelo Iphan, para um melhor aproveitamento dos espaços. Outro ponto que ficou decidido é o lavramento da escritura e a efetiva desapropriação das ocupações irregulares na área das pedras do Ingá. A medida é fundamental para que se proceda junto à Sudema a oficialização do espaço final, que atualmente é de 42 hectares. A Sudema, por sua vez, ficará responsável por constituir a área final em Unidade de Conservação, a fim de garantir a recuperação de espaços degradados e proteger a fauna e flora locais. “O projeto requer todo um cuidado de natureza ambiental e paleontológica, porque as Itacoatiaras estão cercadas de achados arqueológicos e patrimônio ambiental. O Estado está desapropriando esses 42 hectares para que a Unidade de Conservação permanente seja efetivamente constituída”, explicou o secretário executivo, Ivan Burity.

Um levantamento topográfico do terreno também será realizado e o acompanhamento da obra será feito pelo Iphan-PB, em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Medidas emergenciais como pintura geral, reforma dos banheiros já existentes, contemplando acessibilidade, ampliação da coleta de lixo e perfuração de um poço artesiano também serão tomadas. “É importante que isso aconteça agora, porque o fluxo não vai parar em face do novo projeto que será implementado”, avaliou o Secretário de Turismo do Ingá, Vavá da Luz

As Itacoatiaras de Ingá recebem uma média de 2.500 visitantes por mês. Anualmente, esse número salta para 15 mil pessoas, o que posiciona o parque arqueológico como o mais visitado do Brasil, à frente de um dos mais famosos sítios brasileiros, o do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí.