quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Socorro Almeida pretende fundar Academia Itabaianense de Arte e Cultura

Socorro com seu pai, artesão Rui Almeida
Artistas, músicos, escritores e jornalistas da região de Itabaiana estão sendo convidados para debater a criação da Academia Itabaianense de Arte e Cultura, entidade que congregará 40 pessoas de destaque no universo da cultura e das artes em geral, que contribuem para o desenvolvimento das artes na região do Vale do Paraíba. A ideia está sendo gestada pela jornalista Socorro Almeida, atual Secretária de Cultura e Turismo de Itabaiana, cidade polo da região.

Segundo a jornalista, a Academia vai funcionar como um grande núcleo concentrador das manifestações culturais do povo da região. “O Vale do Paraíba é uma região muito rica em talentos. A população da área merece uma instituição que ajude a desenvolver essas aptidões artísticas”, disse. De acordo com ela, além de apoiar e promover produções artísticas, a Academia Itabaianense de Arte e Cultura vai abrigar muitas discussões sobre literatura, pintura, dança, entre outras. “Um espaço agregador do fazer cultural, um ponto de encontro dos artistas”, afirma.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Cordelista lança folheto em homenagem a Sander Lee

 

O cordelista Fábio Mozart lançou seu primeiro folheto em 2022, com o título de “História de Sander Lee, o japonês do agreste”, distinguindo um dos fundadores da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, poeta e declamador Sander Lee. “A obra nasceu da necessidade de registrar meu apreço pelos amigos que comigo constituíram esta instituição, congregando cordelistas paraibanos, que completa sete anos de atuação plena, atualmente sob a presidência de Marconi Araújo”, disse Mozart.

O lançamento presencial do folheto ainda não tem data, dependendo das condições sanitárias. “Penso em realizar uma sessão de autógrafos com o homenageado e aproveitar para fazer entrega de diploma de honra ao mérito cultural para nosso colaborador, o art designe Sérgio Ricardo Santos, autor de inúmeras capas de folhetos de nossos confrades e nossas confreiras”, adiantou ele.

Com xilogravura assinada por Leonardo de Farias Leal (Mané Gostoso Neto), o folheto faz referências às ações de Sander Lee nas artes e no movimento sindical camponês, com suas experiências no teatro e na poesia, abraçando a herança cultural de sua terra.

E-mail para solicitação do folheto impresso: mozartpe@gmail.com

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Sociedade Zé da Luz e Academia de Cordel inauguram Projeto Biblioteca Viva em Bananeiras e Solânea

Artesã Iana Rafaela adotou o projeto Biblioteca Viva em seu ponto comercial

 

A Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz e Academia de Cordel do Vale do Paraíba inauguraram nesta terça-feira (04/01) o projeto Biblioteca Viva nas cidades de Bananeiras e Solânea, no brejo da Paraíba. Os primeiros pontos de troca de livros estão localizados no Cantinho da Serra, em Bananeiras, e no Empório da Terra, na cidade vizinha de Solânea. Os equipamentos foram doados pelas duas instituições culturais e o acervo de livros para o rodízio pertence à Biblioteca Arnaud Costa, da Sociedade Zé da Luz, adquirido através de doações. As casas comerciais que abrigam as estantes do projeto têm custo zero. A empresária e artesã Iana Rafaela foi a primeira a aderir à iniciativa em Bananeiras, onde algumas lojas e farmácias já se preparam para implantar a estante de troca de livros em seus espaços. “Eu acho que o projeto agrega valor ao nosso empreendimento comercial, não custa nada e ajuda na disseminação dessa prática básica e fundamental para a cidadania que é o incentivo à leitura, nesses tempos em que a variedade de recursos tecnológicos e audiovisuais afasta a juventude dos livros”, avalia Rafaela.

O projeto coloca à disposição do público um expositor com livros para troca, sem burocracia. De acordo com o jornalista Fábio Mozart, coordenador do projeto na região, a Biblioteca Viva tem pontos de troca em João Pessoa, na sede da Justiça Federal, sob a direção do cordelista Marconi Araújo, Presidente da Academia de Cordel, e brevemente voltará a atuar em Itabaiana, sede das duas entidades parceiras. Mozart registra um agradecimento especial à Loja de Artes Ana Sebastiana, de Bananeiras, que doou livros para o projeto. “A ideia é de que o projeto seja alimentado pela comunidade, mantendo o espaço e doando livros, além de divulgar a atividade”, disse ele.

A presidente da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, Nini Soares, destacou a importância do equipamento para as cidades, como investimento na formação de cidadãos e cidadãs por meio do acesso à leitura. “Queremos criar esses micro ambientes de acesso aos livros para que toda a comunidade possa usufruir, e nosso desejo é de que as instituições oficiais das cidades compreendam e apoiem essa ideia de descentralizar as atividades culturais por meio de parcerias com as entidades do setor”, afirmou Nini.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Poeta distingue-se em primeiro lugar no Edital Hermano José na região de Itabaiana

 


O poeta Evanio Teixeira, de Pilar, teve obra literária classificada em primeiro lugar no Edital Hermano José, da Secretaria Estadual de Cultura, referente à 12ª Regional de Ensino, obtendo 70,5 de média na avaliação de mérito. Evanio é sócio correspondente da Academia de Cordel do Vale do Paraíba. “Fiquei satisfeito por ter meu trabalho reconhecido neste importante edital de cultura, ao mesmo tempo em que saúdo os poetas Joan Saulo, que também teve obra literária premiada pelo Edital Hermano José, e Rafael Vasconcelos, que ganhou o prêmio José Lins do Rego – 120 anos, promovido pela Funesc, na categoria poesia. Pilar fecha o ano de 2021 com três artistas da palavra conquistando seus espaços na literatura”, afirmou Evanio.

O livro de Evanio Teixeira tem como título “Prelúdio”, uma coletânea poética prefaciada pelo jornalista e escritor Fábio Mozart, da Academia de Cordel do Vale do Paraíba.

Conhecido como líder comunitário em Pilar, Evanio Teixeira compõe suas poesias sobre temas sociais e líricos. Para ele, Pilar continua sendo celeiro de artistas valorosos, cujos trabalhos precisam ser reconhecidos. O poeta apresentou recentemente seus poemas em evento literário do 1º Salão de Artesanato do Vale do Paraíba realizado em São Miguel de Taipu. 

 

 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Marconi Araújo classifica-se em primeiro lugar como cordelista no Edital Hermano José

 

O cordelista Marconi Araújo obteve 89 pontos na classificação do Edital Hermano José, da Secretaria Estadual de Cultura, certame realizado através da Lei Aldir Blanc, cujo resultado foi divulgado nesta terça-feira (21). Com esta pontuação, o cordelista figura em primeiro lugar na lista dos proponentes classificados. “Recebo o resultado com muita honra e humildade, parabenizando também os cordelistas que participaram, classificados ou não, especialmente os membros da Academia de Cordel do Vale do Paraíba”, declarou Marconi Araújo.

Além de Marconi, da Academia de Cordel, foram classificados os cordelistas Annecy Venâncio, Raniery Abrantes, Anne Karoline, Gilberto Baraúna, Maria Soledade, Jota Lima, Cristine Nobre, Antonio Marcos, Juliana Soares, Kydelmir Dantas, Chico Mulungu e Manoel Belisário, além de Igor Gregório Magno, Márcio Bizerril e Evânio Teixeira, este último da cidade de Pilar, sócios correspondentes da Academia.

Marconi Araújo representa o Governo da Paraíba no Conselho Estadual de Política Cultural, instância participante do Sistema Estadual de Cultura.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Orlando Otávio lança cordel em homenagem a Zé da Luz na reinauguração do busto do poeta

 

O cordelista Orlando Otávio fará o lançamento do cordel “Zé da Luz, o poeta que iluminou Itabaiana” nesta sexta-feira (10) na Rua Marieta Medeiros, às 18 horas, por ocasião da reinauguração do busto de Zé da Luz, com a presença do prefeito Lúcio Flávio Costa, o Secretário de Cultura do Estado, Damião Ramos Cavalcanti e a Secretária de Cultura do Município, Socorro Almeida, entre outros convidados.

A Academia de Cordel do Vale do Paraíba será representada no ato pelo seu presidente, Marconi Araújo e pelos cordelistas Antonio Marcos Monteiro, Sander Lee, o próprio Orlando Otávio, Agenor Otávio, Renaly Oliveira e Thiago Alves. A Presidente da Sociedade Cultural Poeta Zé da Luz, Nini Soares, fará saudação aos presentes.

O cordel, que é uma tradição literária tipicamente nordestina, é erroneamente atribuído à obra de Zé da Luz. “Ele não foi cordelista, tendo publicado apenas um livro em 1936, o “Brasil caboclo”, com versos telúricos, alguns bem humorados e outros trágicos sobre a realidade do Nordeste, mas sem obedecer à métrica e rima próprios do cordel.

O busto foi realizado pelo ceramista escultor Mestre Zaia, com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos, da Secretaria de Cultura do Estado, no ano de 2004, em projeto proposto pelo jornalista Fábio Mozart.

 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Videasta lamenta que atores se recusem a assinar termo de uso de imagem em documentário


O videasta Marcos Veloso, da Sociedade Cultural Poeta Zé Da Luz, em Itabaiana, interrompeu a produção do documentário “A lista de Irene”, tratando da trajetória do Grupo Experimental de Itabaiana, porque alguns atores que aparecem na obra se recusam a assinar termo de uso de imagem. “Para evitar problemas jurídicos no futuro, tive que parar a edição do vídeo, lamentando que os companheiros tenham se recusado a assinar o documento de autorização”, disse Marcos Veloso.

O advogado Brás Teixeira esclarece que, nesses casos, o diretor do vídeo poderá dispensar a autorização dos participantes, já que se trata de imagens usadas para fins eminentemente culturais, não comerciais, e cuja exibição no audiovisual não viola direitos de terceiros. “Tive as melhores das intenções ao incluir essas pessoas no documentário, mas, por razões que eu não entendo, eles se negam a emitir a autorização”, disse Veloso.

O documentário “A lista de Irene” buscou ouvir diversos artistas que participaram da criação do Grupo Experimental de Teatro de Itabaiana, a exemplo do Dr. Romualdo Palhano, autor do livro  “O Teatro na Terra de Zé da Luz – Da União Dramática ao GETI”, sobre o grupo cênico itabaianense, fundado na década de 1970.