quarta-feira, 24 de julho de 2013

Caçambas de areia causam danos em ruas de Juripiranga


A população do município de Juripiranga vem há mais de uma década convivendo com ação permanente e incômoda dos caminhoneiros que ganham a vida transportando areia do Rio Paraíba. Como se não bastasse o barulho ensurdecedor dos potentes motores desses veículos pesados, os motoristas estão acostumados a desrespeitar os constantes apelos da população e do próprio Poder Público municipal para que mudem de rota.

O pedido das autoridades políticas de Juripiranga, sempre foi para que os caçambeiros utilizassem apenas o anel viário da cidade – trecho externo, muito próximo da zona urbana, que liga a PB 048, “Juripiranga a Pilar” com a PB 054 “Juripiranga a Itabaiana”, e que segue, por trás do Cemitério, até chegar na frente do Portal de entrada da cidade.

A tentativa de conscientizar os caçambeiros a utilizarem esse mesmo desvio não é nova. Nos idos da década de 90, um ex-prefeito da cidade foi obrigado a ameaçar de atirar nos pneus da caçamba, caso o motorista insistisse em avançar por uma das principais vias da cidade.

Uma caçamba normal, dessas que trafegam pelas vias públicas de Juripiranga, chega a conduzir cerca de 30 toneladas de areia. Com a constante intensidade desse sobrepeso, os calçamentos das ruas de municípios se esfarelam como se fossem bolinhas de açúcar e, o resultado disso é que temos sempre ruas esburacadas na cidade, precisando de serviços de reposição do calçamento.

De janeiro até junho de (2013), a Prefeitura de Juripiranga, já recuperou cerca de 1.500m² de calçamento, em apenas (06) seis ruas da cidade. Isso gerou uma despesa de quase (30.000,00) trinta mil reais, entre materiais e serviços de mão-de-obra. 

Além dessa despesa, a Prefeitura através da Secretaria de Infraestrutura, também vem gastando muito dinheiro para fazer a manutenção da estrada de barro que serve como desvio para as caçambas que transportam areia e outros minerais.

Ainda no mês de junho, foram adquiridos 50 metros cúbicos de Pedra Graduada – um mineral que é especificamente usado para aterro durante construções de malhas viárias “PISTA DE ROLAMENTO”. Além disso, a Prefeitura também vem fazendo a canalização das águas, com tubos de concreto, são esgotos e águas que escorrem para o meio da estrada. 

Recentemente o Prefeito de Juripiranga Dr. Paulo Dália, firmou um convênio com o Governo do Estado para locação de uma Moto niveladora, afim planear e alargar a estrada. Esse serviço já foi iniciado, mas foi interrompido pelas chuvas. Esta semana, o Prefeito também autorizou a compra de tubos de concreto armado de (01) um metro de diâmetro, para serem utilizados como bloqueio com o objetivo de restringir o tráfego de veículos de grande porte pelas diversas entradas e saídas do município, que dão acesso a PB – 048 para o município de Pilar. 

Agora cabe à Secretaria de Infraestrutura, o serviço de sinalizar e identificar com clareza esses bloqueios e implantar placas de sinalização transito para orientação dos motoristas de veículos ônibus e de caminhões de grande porte.

(Do blog de Ino Lucas)


 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Câmaras de vereadores da região cortam gastos com diárias

Resquícios dos efeitos das manifestações das ruas começam a chegar nas câmaras de vereadores, no tocante à moralidade pública nos poderes. É o que se depreende das medidas tomadas pela maioria das câmaras, que cortaram drasticamente os custos correspondentes a diárias dos vereadores. Nas câmaras de Itabaiana, Mogeiro, Juripiranga, Pilar, São José dos Ramos, Itatuba e Caldas Brandão não foram registrados gastos de Diárias com Pessoal neste primeiro semestre de 2013.

Para efeito de comparação, a Câmara de Itabaiana, no 2° semestre de 2012, gastou com diárias o valor correspondente a R$ 33.675,00. Neste semestre, o Presidente Wellington Chaves comunicou que o gasto foi zero. Entretanto, em algumas casas legislativas continuam os gastos com diárias, a exemplo de Salgado de São Félix que já consumiu R$ 3.150,00 com esse empenho no primeiro semestre deste ano.

Os dados estão no portal do Tribunal de Contas do Estado e no site da Câmara Municipal de Itabaiana, única da região que está obedecendo o que determina a Lei 12.527 que garante o acesso a estas informações direto nos portais das Câmaras Municipais.

A população espera que os vereadores cortem ainda mais os investimentos com servidores comissionados, aluguel de carros e diminuição do tempo de recesso, que hoje em quase todas as câmaras é de seis meses por ano. Tais medidas já vêm sendo discutida entre os membros das Mesas Diretoras de algumas câmaras, devido ao efeito das ruas.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Itabaiana fica de fora de programa sobre Robótica Educativa

Professor Severino Lourenço

O Município de Itabaiana ficou de fora da parceria que os governos federal e estadual estão fazendo para a implantação do programa de Robótica Educativa para escolas estaduais. Quem informa é o professor Severino Lourenço, responsável pelo programa em Mogeiro, Ingá, Itatuba, Natuba, Aroeiras, Umbuzeiro, Serra Redonda e Massaranduba. O programa é destinado ao ensino médio em 150 cidades paraibanas.

Ainda conforme o professor Lourenço, a robótica educativa é uma aplicação da tecnologia na área pedagógica, sendo mais um instrumento que oferece aos participantes, no caso, os alunos, a oportunidade de vivenciar experiências semelhantes às que terão na vida real, dando a estes a chance de solucionar problemas difíceis mais do que observar formas de solução.

A robótica tem grande potencial como ferramenta interdisciplinar, visto que a construção de um novo mecanismo, ou a solução de um novo problema, freqüentemente extrapola a sala de aula. Na tentativa natural de buscar uma solução, o aluno questiona professores de outras disciplinas que podem ajudá-lo a encontrar o caminho mais indicado para a solução do seu problema. A robótica, então, assume o papel de uma ponte que possibilite religar fronteiras anteriormente estabelecidas, agindo como um elemento de coesão dentro do currículo das escolas.


O professor Severino Lourenço é conhecido pelo seu trabalho voluntário em reforço escolar para jovens carentes que se inscrevem em concursos públicos. “Quero levar esse importante programa para o Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, pois tenho o material e poderemos ajudar muitos alunos a transformar a aprendizagem em algo divertido, principalmente a matemática e a física”, disse Severino.

domingo, 21 de julho de 2013

Fundação impulsiona o turismo e a cultura em Pilar, mesmo sem apoio

Adriano Correia em frente à Fundação Menino de Engenho

A Fundação Menino de Engenho funciona no prédio da antiga casa de câmara e cadeia da época colonial na histórica cidade de Pilar, tendo como Presidente Iranildes Simões. Como uma instituição sem fins lucrativos, sobrevive da ajudas de voluntários. Uma das pessoas que colaboram com a entidade é Adriano Correia, Agente de Turismo da Prefeitura de São Miguel de Taipu que atua na Fundação Menino de Engenho, mostrando os pontos turísticos da cidade, com foco na vida e obra de José Lins do Rego. Adriano faz a ligação entre os dois municípios, os quais formam o universo do escritor.

No momento, a Fundação está oferecendo curso de Técnica de Escultura e Modelagem, com o ceramista e escultor Zaia, consagrado artista plástico, filho de Pilar, embora radicado na vizinha cidade de Itabaiana. O curso acontece às terças-feiras, das 8 às 12h. Está para ser implantado o curso de Customização de Roupas e Estampa em Tecido, em parceria com o Senai.

A professora e presidente da instituição, Iranildes Simões, também está viabilizando um evento cultural na cidade, provavelmente no dia 04 de agosto, focando o artista pilarense e suas obras. Um desses é o aluno do curso de modelagem, Jandeilson dos Santos, morador do Sítio Corredor, bem como Marcone Justino, talentos que foram revelados pelo curso do mestre Zaia.
Adriano Correia declarou que o maior obstáculo é o financeiro. “Para podemos manter a instituição, fazemos bingos, montamos brechó, organizamos eventos no intuito de angariar fundos para manter a instituição”, disse ele. Outro projeto importante é o ligado ao audiovisual, com exibição de filmes para a população. “Temos todo equipamento para exibição, mais falta o capital para custear e renovar o estoque de filmes”, informou. Esse programa é totalmente grátis, e infelizmente está parado”, disse ele, adiantando que a Fundação tinha um convênio com a Prefeitura através de lei aprovada pela Câmara, segundo a qual mensalmente a prefeitura destinaria uma quantia para a instituição.” Infelizmente, pararam de repassar esses recursos”, lamenta Adriano.

Marconi Justino exibe seus trabalhos em cerâmica

(Reportagem e foto de Evanio Teixeira)


sábado, 20 de julho de 2013

Chuvas intensas prejudicam estrada em Salgado de São Félix



Veículos pesados têm dificuldade para transitar na rodovia



A rodovia que liga Salgado de São Félix à barragem de Acauã encontra-se em péssimas condições devido às fortes chuvas que atingem a região. A estrada liga o Município a Itatuba e demais cidades no entorno de Ingá do Bacamarte.

O Departamento de Estradas de Rodagem, responsável pela manutenção da rodovia, não providenciou ainda os reparos, estando o acesso bastante difícil até para ônibus e caminhões que são obrigados a atravessar trechos com muita lama e buracos, com prejuízo para proprietários dos veículos e para a “Transnorte”, única empresa de ônibus intermunicipal que transita pela rodovia.

Com o acesso à barragem de Acauã praticamente intransitável, a demanda de turistas ao local vem diminuindo. Estudantes que residem na zona rural de Salgado de São Félix também se sentem prejudicados porque nem sempre os ônibus escolares conseguem chegar até aos pontos para levá-los às escolas. 

A Prefeitura de Salgado de São Félix adquiriu recentemente máquinas para manutenção de estradas, mas fica impedida de fazer reparos na rodovia, que é de competência do Departamento de Estradas de Rodagem do Governo do Estado da Paraíba. 

Ônibus de transporte urbano e escolar têm precisado da ajuda de tratores para vencer o lamaçal, que se avoluma com os motoristas que insistem em transitar pela via.  A população local faz apelos ao DER para amenizar a precariedade do trânsito naquela rodovia.

Foto: Rádio Comunitária Salgado FM

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Itabaiana e mais quatro cidades do vale do Paraíba recebem recurso extra do Governo Federal

Prefeito de Mogeiro,
um dos beneficiados
A presidente Dilma Rousseff vai liberar recurso extra para todos os municípios brasileiros no montante de R$ 3 bilhões. O anúncio foi feito durante a marcha a Brasília em resposta aos prefeitos que cobram mais investimentos aos municípios.
Na região do vale do Paraíba, as cidades beneficiadas são Itabaiana (R$ 610.701,42), Ingá (R$ 523.458,36), Mogeiro (R$ 348.972,24), Pilar (R$ 348.972,24) e São Miguel de Taipu (R$ 261.729,18).
A presidente esclarece que este valor será transferido na forma de auxílio emergencial para ajudar os gestores no momento de crise. Dilma explicou que serão duas parcelas, uma em agosto e outra em abril de 2014.
Nada será descontado ou vinculado. Mas, a presidente deu a entender que a preferência é que a verba extra seja aplicada em Saúde e Educação. “O governo federal tem consciência de que a população quer melhorias nos serviços públicos e todos nós temos que fazer um grande esforço” disse.

Nas cidades beneficiadas, os gestores pouco falam desses recursos extras que entrarão nos cofres públicos. A maioria deverá saldar dívidas e até mesmo investir em festas, já que o dinheiro não será carimbado, podendo ser usado para qualquer atividade ou obra que o prefeito julgar necessários.  

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ITABAIANA

Mobilização popular impede realização de festa do Sistema Correio em praça pública

Festa do São João em praça pública, promovida pela Prefeitura, sem restrição e sem muros  


Um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas foi encaminhado ao Ministério Público, pedindo o cancelamento da festa de aniversário da Rádio Itabaiana, do Sistema Correio de Comunicação, que seria realizada em frente à Igreja Matriz. Os moradores consideraram que a festa, por ser privada e exigir o uso de cercas, atentava contra o direito de ir e vir das pessoas. A festa continua datada para o dia 3 de agosto, mas será realizada no campo de futebol, na periferia da cidade.

Foi a primeira vez que esse tipo de protesto aconteceu na cidade e todos se surpreenderam com a mobilização popular. Para alguns líderes do movimento, foi importante não dar um caráter político ao protesto. “Não estamos contra a rádio nem contra os organizadores das festividades, mas foi preciso dar um basta nesse abuso de pessoas de fora chegarem em Itabaiana, cercarem nossas casas e ganharem dinheiro que será investido em outras praças”, disse um dos que elaboraram o documento. “Vencemos com a força do povo”, comemorou Roberto Fequine, morador da cidade. Rodrigo, outro morador, declarou que “o centro de Itabaiana já virou uma verdadeira favela, com festa, ou sem festa. Tudo de porcaria de ferro velho que chamam de parque de diversão é colocado no centro de Itabaiana. Estava na hora de dar um basta”.

Outro morador que não quis se identificar criticou a prefeitura por ter concedido a licença para que os organizadores da festa cercassem a principal avenida da cidade. “Isso vai de encontro ao código de postura do Município”, acredita ele.

O professor Valmir Camilo criticou a proposta do movimento, considerando-a mesquinha e provinciana. “Esse povo de Itabaiana gasta com transporte e ingressos para ir a festas fora da cidade, agora ficam feito mendigos brigando para que a festa da rádio seja de graça. Itabaiana tem o que merece”, desabafou. Marlla Henrique foi outra que se manifestou nas redes sociais. Para ela, o povo de Itabaiana é idiota, “faz questão por tudo, porque já houve festas nas mesmas condições e ninguém protestou, agora vêm com essa palhaçada”.

Para a parcela da população que apoia a festa em praça pública, o evento atrai turistas e divulga a cidade, além de movimentar a economia local. Para outros, a maior parcela dos recursos fica com as bandas e os promotores. “Festa na rua, sendo particular, dá prejuízo para o Município e quem paga somos nós, contribuintes”, garante outro morador, lembrando o principal motivo do abaixo-assinado: garantir o direito de ir e vir das pessoas.