quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Somente Juripiranga e Ingá terão profissionais do programa “Mais médicos”

Conforme informações da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, dos 90 municípios paraibanos que aderiram ao “Mais Médicos” do Governo Federal, apenas 31 tiveram sucesso ao fim da primeira fase do programa. Juntos, eles haviam pedido 109 profissionais, mas apenas 53 tiveram seus registros profissionais confirmados.

Na região, apenas Ingá e Juripiranga tiveram profissionais selecionados. Para a cidade de Juripiranga, será designada a médica Helen Pinheiro Sampaio Leite, e para Ingá foi selecionado Pedro Xavier da Nóbrega Filho.

Segundo informou a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, após essa publicação no DOU, as vagas ainda não preenchidas serão oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e, em seguida, aos estrangeiros.


O Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que prevê mais investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez e ausência de profissionais, convocando médicos para atuar na atenção básica de municípios com maior vulnerabilidade social.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ITABAIANA

Vereador propõe projeto de meia-entrada para estudantes


O vereador Geisimar Rodrigues, o Preto (foto) apresentará na primeira sessão do segundo período legislativo que tem início hoje, 6 de agosto, o Projeto de Lei nº 390/2013 que institui meia-entrada para estudantes. Segundo a assessoria do parlamentar, este projeto de lei tem por objetivos regulamentar em nível municipal, um direito já adquirido pela classe estudantil. “Com a aprovação deste projeto, ficará assegurado aos estudantes regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público ou privado dos níveis fundamental, médio, técnico e superior, o pagamento de meia-entrada do valor efetivamente cobrado para o ingresso em casas de diversão, de espetáculos teatrais, musicais e circenses, de exibição cinematográfica, em praças esportivas e similares das áreas de esporte, cultura, lazer e entretenimento do município de Itabaiana”, esclarece o projeto.

O direito à meia-entrada foi uma importante conquista histórica dos estudantes brasileiros, criado em diversos Estados-membros na década de 90 e regulamentada nacionalmente através da Medida Provisória nº 2.208, de 17/08/2001, que assegura ao estudante o direito de pagamento de meia- entrada em espetáculos esportivos, culturais e de lazer e dá providências correlatas. Portanto, para especialistas na área, o projeto do vereador é positivo, mas redundante, pois está previsto em legislação nacional e estadual.
“O que os vereadores deveriam fazer era fiscalizar as leis já existentes que não são obedecidas, como a lei da fila nos bancos”, disse o estudante José Paulo. Outro morador da cidade lembrou que o projeto de lei do vereador Preto deixou de fora os idosos, mas aprova a iniciativa do parlamentar itabaianense. “O projeto contribui para o desenvolvimento social da cidade porque abrirá portas para os estudantes de baixa renda a terem acesso à cultura, esporte e lazer, embora aqui não se tenha quase nenhuma opção nessas áreas”, afirmou.

O projeto de lei do vereador também está sendo considerado descompassado com as últimas medidas legislativas para o setor. A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (5), em solenidade no Palácio do Planalto, o Estatuto da Juventude, definido pelo governo como uma declaração de direitos da população jovem. No Estatuto, fica estabelecida a cota de 40% dos ingressos de eventos artístico-culturais e esportivos reservada para os estudantes. A partir de agora, caberá ao Executivo regulamentar a lei. Definições como quem será responsável pela fiscalização da concessão da meia-entrada e da expedição de carteirinhas, por exemplo, serão feitas nos próximos seis meses.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Poeta de Itabaiana participa da festa das Neves em João Pessoa



Biu Salvino e Otacílio Soares na tenda do Cordel



Na noite de ontem (4), o poeta Biu Salvino, de Itabaiana, cantou na festa das Neves, na capital, apresentando-se com o poeta repentista Otacílio Soares, de Alhandra, Paraíba. Os poetas foram bastante aplaudidos pelo grande público que prestigiou as apresentações, constando ainda de lançamento de cordéis e cantorias de outros artistas populares.

A tenda do Cordel está armada na festa, na Avenida Visconde de Pelotas em João Pessoa, com projeção de imagens sobre cordelistas, comidas típicas, sorteios de livros e venda de cordéis, CDs e DVDs. Coordenação do cordelista Francisco Diniz, de Santa Helena-PB.

Biu Salvino é um artista de Itabaiana cuja atuação é das mais destacadas no cenário da poesia popular. Seu nome consta no livro “Artistas de Itabaiana”, que será lançado em breve, de autoria de Fábio Mozart, com patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos da Secretaria Estadual de Cultura.

domingo, 4 de agosto de 2013

Ordem de serviço do "Minha casa minha vida" foi assinada ontem em Pilar


A Prefeitura de Pilar realizou ontem (3) solenidade pública para assinatura da ordem de serviço do programa “Minha casa minha vida”, que pretende construir 362 unidades habitacionais em parceria com a Caixa Econômica e o Ministério da Cidade, cujo titular é o deputado Agnaldo Veloso, filho da Prefeita Virgínia Veloso. A outra filha da prefeita, deputada estadual Daniela Ribeiro, também esteve presente ao ato, ao lado do Promotor Público, Dr. Aldenor, vereadores e outras figuras do mundo político e social da cidade.

A prefeita Virgínia afirmou que este será o maior conjunto habitacional do vale do rio Paraíba, beneficiando famílias carentes do Município inscritas desde 2011, quando ocorreram enchentes que deixaram muitas pessoas desabrigadas. O Conjunto terá o nome de Nova Pilar, cuja construção será fiscalizada pelo Ministério Público, onde será utilizada mão-de-obra local, abrindo vagas de trabalho para pedreiros, carpinteiros e serventes, ajudando a combater o desemprego que é bastante acentuado na cidade. A prefeita Virgínia Veloso garantiu que as unidades habitacionais não terão custo nenhum para aas famílias beneficiadas. “A construção deste conjunto habitacional é uma questão de honra, um compromisso do meu governo”, disse ela.

POLÊMICA

Na época em que esse programa habitacional foi direcionado para Pilar, a imprensa acusou o Ministro das Cidades, Agnaldo Veloso (PP) de beneficiar politicamente a família. O então líder do PP enviou uma indicação para o Governo incrementar o programa “Minha Casa, Minha Vida” em Pilar (PB), município distante 55 quilômetros da capital João Pessoa que é administrado por sua mãe, Virgínia Maria Veloso Borges. O Ministério das Cidades, agora comandado por Agnaldo, é responsável pelo programa. "Com o incremento do “Minha Casa, Minha Vida” no município de Pilar, diversas famílias de baixa renda dessa região conseguirão realizar o sonho de ter a casa própria - que muitas vezes é um sonho de uma vida inteira", afirmou Ribeiro, na indicação enviada ao ministério. O pedido do agora ministro foi homologado pela ministra Gleisi Hoffman, da Casa Civil.

(Com informações e foto de Evanio Teixeira)

sábado, 3 de agosto de 2013

ITABAIANA



Projeto “Livro na feira” foi adiado, mas não descartado



Dalmo Oliveira e Cássia Fernandes

Levar literatura para a feira livre, com instalação de tenda da Biblioteca Comunitária Arnaud Costa, é a proposta do projeto “Livro na feira”, que pretende compartilhar obras literárias e mesclar culturas por meio da arte circense, musical, teatral e literária, além de fomentar o hábito da leitura entre a população. O projeto, proposta do Núcleo de Literatura do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, ainda não foi iniciado devido às dificuldades de infra-estrutura. Falta a tenda, transporte para os equipamentos e apoio para apresentação de artistas e grupos folclóricos, conforme informa Cássia Roque Fernandes, responsável pela biblioteca. Ela confirma que a ideia é chamar a atenção dos populares na feira livre de Itabaiana com apresentações de poetas populares, escritores, atores e outros artistas, e com isso ter sempre uma ação de caráter surpresa quinzenalmente, levando os visitantes a conhecer as obras expostas, trocar livros, tomar emprestado ou fazer doações.

Despertar o interesse para leitura, segundo a coordenadora do projeto, Cássia Roque, é o objetivo da ação, que poderá se estender às escolas, dependendo da receptividade da Secretaria de Educação do Município. “Pensamos em promover atividades lúdicas que transmitam um mundo de ideias e sonhos tendo como base o livro”, destaca.

O jornalista e poeta Dalmo Oliveira, produtor do programa “Alô comunidade”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares em João Pessoa, visitou a biblioteca Arnaud Costa e considera interessante a proposta do projeto, de interagir com a realidade local, levando autores de Itabaiana e região para lançar seus livros na feira, cantar suas músicas e declamar seus poemas. Segundo ele, o Poder Público local deveria abraçar o projeto e dar sustentação logística para viabilizá-lo.

Para os interessados em se voluntariar ou efetuar doações ao projeto ‘Livro na feira’, está disponível o número (83) 9926.7782 - ou pelo email pccn.itabaiana@gmail.com. O Ponto de Cultura Cantiga de Ninar localiza-se na Rua Coronel Firmino Rodrigues, 107, Itabaiana/PB.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

IDH Municipal aponta Pilar como a cidade onde se vive mais no vale do Paraíba

Existe uma área em que o Brasil conseguiu chegar ao desenvolvimento muito alto: a expectativa de vida. A cada ano, os brasileiros vivem mais, em todo o País. Dos 5.565 municípios brasileiros, 3.176 têm o IDHM Longevidade muito alto. Nenhuma cidade está na faixa "baixo" ou "muito baixo". No vale do Paraíba, a cidade de Pilar apresenta o índice mais alto de longevidade, com 0,775 pontos, conforme o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH.
Na outra ponta, Juripiranga é a cidade da região onde a expectativa de vida é mais baixa, com 0,677 pontos, ainda conforme o mesmo estudo, com dados coletados nos últimos 13 anos. Os estudiosos acreditam que o índice de longevidade vem aumentando devido à diminuição significativa da mortalidade infantil e a queda na fecundidade. O único fator que tem segurado este índice é a violência, que se espalha das grandes metrópoles para as cidades pequenas e centra fogo especialmente nos jovens.
Hoje, mais de 50% dos municípios brasileiros têm taxas de fecundidade abaixo do nível de reposição da população. Somado a isso, quase 60% das cidades conseguiram baixar para menos de 19 por mil nascidos vivos a mortalidade infantil, meta que deveria ser atingida pelo País, de acordo com os Objetivos do Milênio, em 2015.
A ameaça à expectativa de vida no Brasil hoje é menos o que ataca as crianças, e mais o que atinge os jovens: a violência. "Dificilmente vamos avançar tanto ainda na mortalidade infantil. Agora temos de enfrentar a agenda dos jovens. A violência ainda é uma fonte importante de mortes que pode gerar crescimento na expectativa de vida", afirmou o presidente do Ipea, Marcelo Nery.
Conforme os índices, São José dos Ramos tem longevidade de 0,738, Salgado de São Félix, 0,770; Mogeiro, 0,732; Itabaiana, 0,727.
Para a avaliação da dimensão longevidade, o IDH municipal considera o mesmo indicador do IDH de países: a esperança de vida ao nascer. Esse indicador mostra o número médio de anos que uma pessoa nascida naquela localidade no ano de referência (no caso, 2000) deve viver. O indicador de longevidade sintetiza as condições de saúde e salubridade do local, uma vez que quanto mais mortes houver nas faixas etárias mais precoces, menor será a expectativa de vida.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

São José dos Ramos tem o pior índice de educação no vale do Paraíba

Mães de alunos reunidas na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental José Batista de Carvalho, na comunidade de Jenipapo, em São José dos Ramos

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) aponta o Município de São José dos Ramos como o mais atrasado em relação à educação, com 0,406 pontos, seguido de Salgado de São Félix e Juripiranga com 0,448, Pilar com 0,461, Mogeiro com 0,481 e Itabaiana, que apresenta os números mais altos, ou seja 0,536.

 Para a avaliação da dimensão educação, o cálculo do IDH municipal considera dois indicadores com pesos diferentes. A taxa de alfabetização de pessoas acima de 15 anos de idade tem peso dois, e a taxa bruta de freqüência à escola peso um. O primeiro indicador é o percentual de pessoas com mais de 15 anos capaz de ler e escrever um bilhete simples, considerados adultos alfabetizados. O calendário do Ministério da Educação indica que, se a criança não se atrasar na escola, ela completará esse ciclo aos 14 anos de idade, daí a medição do analfabetismo se dar a partir dos 15 anos.
O segundo indicador é resultado de uma conta simples: o somatório de pessoas, independentemente da idade, que freqüentam os cursos fundamental, secundário e superior é dividido pela população na faixa etária de 7 a 22 anos da localidade. Estão também incluídos na conta os alunos de cursos supletivos de primeiro e de segundo graus, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária. Apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.

O IDHM é um índice composto por três indicadores de desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda).

O IDHM do país não é a média municipal do índice, mas é um cálculo feito a partir das informações do conjunto da população brasileiras em relação aos três indicadores. O IDH municipal também tem critérios diferentes do IDH global, que o Pnud divulga anualmente e que compara o desenvolvimento humano entre países.

Entre os três indicadores que compõem o IDHM, o que mais contribuiu para a pontuação geral do Brasil em 2013 foi o de longevidade, com 0,816 (classificação "desenvolvimento muito alto", seguido por renda (0,739; "alto") e por educação (0,637; "médio").

Apesar de educação ter o índice mais baixo dos três, foi o indicador que mais cresceu nos últimos 20 anos: de 0,279 para 0,637 (128%). Segundo o Pnud, esse avanço é motivado por uma maior frequência de jovens na escola (2,5 vezes mais que em 1991).