segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Itabaiana caiu do ruim para o péssimo em gestão fiscal segundo dados estatísticos




Famílias sobrevivem de programas sociais do Governo Federal no quadro de pobreza que afeta a cidade, mal gerenciada por décadas.


O município de Itabaiana está na 154ª posição na Paraíba no Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF), mostrando que estamos longe de atingir uma média razoável de responsabilidade administrativa. Os indicadores revelam que Itabaiana caiu do conceito ruim para o péssimo em receita própria, investimentos, liquidez e custos da dívida. Os números têm como base de dados as estatísticas oficiais disponibilizadas anualmente pela Secretaria do Tesouro Nacional, constituídas por informações orçamentárias e patrimoniais prestadas pelos próprios municípios.

Os números, comparando-os com os municípios de Pedras de Fogo, Mari, Juripiranga, Salgado de São Feliz, Mogeiro, Pilar, Sapé e Gurinhém, nesta ordem, mostram que essas cidades estão bem acima de Itabaiana no índice Firjan de Gestão Fiscal. Para entender como Itabaiana chegou a essa situação, basta verificar a informação do jornal Correio da Paraíba de ontem (3 de fevereiro) segundo a qual a prefeitura itabaianense investiu menos de 2% das receitas em obras, de janeiro a outubro do ano passado. Os gastos com a folha de pessoal chegam a comprometer 75% do orçamento. 

Os dados que demonstram nossa situação fiscal são do Sistema de Acompanhamento da Gestão. Os números mostram que o Município não produz quase nada (gera pouca receita) gasta muito com gente (gente demais para trabalho de menos), investe quase nada (investimentos que poderiam gerar riquezas, empregos, desenvolvimento), deve muito e paga mal as dívidas, o que torna a situação quase insustentável para o gestor.

Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF). – Itabaiana:
 
154ª. Posição dentro do estado da Paraíba

1. Geração de receita própria: conceito D (pior nível)
2. Gastos com pessoal: conceito B
3. Investimentos: conceito D
4. Liquidez: zero (esse quesito não tem nem conceito)
5. Custo da dívida: conceito C

Geral (IFGF): conceito D (péssimo)

Podemos traduzir isso da seguinte forma:

1. Produz quase nada (gera pouca receita)
2. Gasta muito com gente (gente demais para trabalho de menos)
3. Investe quase nada (investimentos que poderiam gerar riquezas, empregos, desenvolvimento)
4. Deve muito (situação insustentável)
5. Paga mal as dívidas

Itabaiana está entre as cidades com índices variando de ruins a péssimos.
No panorama estadual, está no 154º lugar.

No plano regional, está entre as 48,7% gestões com índices ruins.

Em nível nacional, figura no mesmo índice (ruim) estando no 5034º lugar.

Na evolução anual, de 2006 a  2010, Itabaiana conseguiu cair de ruim para péssimo. (conceito C ao conceito D).

No geral, Itabaiana é uma cidade com gestão que era ruim e passou a ser péssima, segundo estas estatísticas oficiais.

Em contrapartida, o pior município da Paraíba no IFGF é Teixeira com 0,1001 pontos. Itabaiana está a apenas 0,1611 pontos acima da pior gestão da Paraíba e uma das dez piores do Brasil.

Os municípios de Pedras de Fogo, Mari, Juripiranga, Salgado de São Feliz, Mogeiro, Pilar, Sapé e Gurinhém, nesta ordem, estão bem acima de Itabaiana no índice Firjan de Gestão Fiscal.

Resumindo: as últimas gestões  tiraram zero em eficiência. Os números não mentem.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Jornalista visita Ponto de Cultura Cantiga de Ninar e apresenta projeto “Paraíba Cine Senhor”



Fábio Mozart, Orlando Júnior e Flávia Medeiros


O jornalista Orlando Júnior, coordenador do projeto “Paraíba Cine Senhor”, esteve no Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, em Itabaiana, ocasião em que apresentou o projeto de formação em produção de vídeo à representante da Secretaria de Educação do Município, professora Flávia Medeiros. O projeto, patrocinado pela Petrobrás, apesar de ser um projeto audiovisual, também se preocupa com o social e a valorização da realidade local, por isso, todos os vídeos realizados pelos alunos das oficinas abordam um personagem ou fato da cidade, buscando enaltecer os valores locais e o respeito pela história regional, explicou Orlando Júnior.

A professora Flávia Medeiros ficou bastante interessada na proposta de formação audiovisual direcionada aos estudantes da rede pública, comprometendo-se a encaminhar o projeto para a Secretária de Educação, professora Georgina. Orlando explicou que o período do projeto em Itabaiana está definido, entre 7 e 21 de abril próximo. “Temos que fechar com certa urgência essa parceria com a Prefeitura de Itabaiana, que ficaria com a incumbência de hospedar os oficineiros e técnicos do projeto, enquanto a Petrobrás assume o pagamento de todo o pessoal envolvido, cerca de 30 pessoas”, explicou.   

Em Itabaiana, o projeto “Paraíba Cine Senhor” teria o apoio do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, que oferece as dependências e alguns equipamentos, além da logística de matrícula dos alunos, entre outras tarefas correlatas, em colaboração com o Cineclube Vladimir Carvalho, sob a coordenação de Rosival Silva. 

Orlando Junior é jornalista e produtor cultural, responsável pelo projeto Cinema BR em Movimento na região Nordeste. Fez assessoria de imprensa dos filmes Passadouro, A Canga, Eu Sou o Servo e O Meio do Mundo. Participou ainda das equipes técnicas dos filmes Passadouro, A Canga e dos vídeos Damas, Parque Nacional Serra da Capivara, Diário de um Suicida, Corta Essa e Beba da Saudade.

Prefeita e deputados não comparecem à manifestação dos agricultores em Pilar



Carcaças foram expostas em frente à Câmara de Pilar

A prefeita de Pilar, Virgínia Veloso, não esteve presente ao ato público realizado ontem (01) em Pilar pelos agricultores, para reivindicar melhores condições de enfrentamento à estiagem que castiga a região. Convidados, também os deputados Manoel Júnior, Efraim Filho e Assis Quintans também não estiverem presentes à manifestação. A reportagem anotou presença de Tom Maroja, ex-prefeito de Juripiranga, vereador Augusto, Presidente da Câmara Municipal de São Miguel de Taipu, Flávia Maria, Presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Pilar, Roberto Filho, Presidente da Cooperativa do Leite, Murilo Barbosa, Presidente da Câmara de Pilar e alguns vereadores, entre eles Junior Locutor. Para Roberto Filho, a ausência da prefeita e dos deputados que representam a região na manifestação dos agricultores “demonstra falta de compromisso e sensibilidade em relação à causa do pequeno produtor rural”.

Tom Maroja discursou pedindo mais atenção do Governo para esta parte da zona da mata, de terras férteis esperando somente investimento e apoio. “Temos agora a barragem de Acauã que alimenta o rio Paraíba até Pilar, uma vazante propícia ao cultivo, e não vemos nenhum investimento de peso para a redenção desta parte do vale do Paraíba”, disse ele. 
José Epaminondas, um dos agricultores presentes ao ato público, disse que está torcendo para que o movimento ganhe força. “Mas espero que não se transforme em mais um movimento político só para promover candidatos, porque político sempre costuma explorar a boa fé do matuto”, disse ele.

A presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Pilar, Flávia Maria, esclareceu que o objetivo do ato público é chamar atenção da Presidenta Dilma para a situação do agricultor na região. “No Município de Pilar, os agricultores não têm como produzir, não há plantações que resistam a essa estiagem, o gado está morrendo de fome, como simbolizam essas carcaças que colocamos na frente da Câmara.” Ela reclamou da atitude do Banco do Nordeste que, segundo Flávia Maria, “está intimando e amedrontando o pobre agricultor para quitar suas dívidas, quando ele não tem nem dinheiro pra comprar ração dos seus poucos animais que restam, por isso estamos encabeçando este movimento, juntamente com o líder dos mutuários, Jair Soares, que pede a presença em massa dos agricultores parar assinar o Abaixo Assinado SOS SECA, no intuito de pressionar e sensibilizar o governo para que direcione ações específicas urgente”. Ela cita a questão da falta de água e perdão das dívidas dos agricultores como medidas de máxima urgência. Flávia também pede ao Governo Federal que amplie o número de vagas para o município de Pilar, pois cerca de 70% da população pilarense é composta por agricultores e o número de atendidos pelo beneficio é  insuficiente. “É importante também a intensificação da parceria dos produtores rurais com a Secretaria de Agricultura, Câmara e Sindicato, “pois só assim o Conselho se fortalecerá para lutar pelo trabalhador”, acrescentou ela.
Agricultores presentes ao ato público (Foto e reportagem: Evanio Teixeira)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



PILAR
Agricultores promovem ato público reivindicando água e ações contra a seca 


Uma mobilização de agricultores da região de Pilar está sendo realizada na manhã desta sexta-feira (01) na sede do Município, com apoio do Conselho de Desenvolvimento Agrário, Secretaria de Agricultura, Sindicato da categoria e Câmara Municipal. Os manifestantes pedem que o governo federal elabore soluções ao endividamento, renda, seguro rural efetivo e ao acesso à irrigação, como reparação ao prejuízo decorrente da estiagem que afeta a região, além de mais ações da prefeitura local para amenizar os problemas causados pela seca no meio rural.

Segundo a organização do ato, o deputado federal Luiz Couto (PT) foi convidado para estar presente como representante político do Governo, para ajudar na mobilização dos produtores rurais e levar as reivindicações à presidenta Dilma e órgãos públicos. A Tribuna manteve contato com a assessoria do deputado, que informou que o mesmo não estará na Paraíba neste final de semana, pois cumprirá agenda do seu partido em Brasília. “Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade para as imensas dificuldades por que passam nossos agricultores, pequenos produtores rurais assolados pela estiagem que já dura mais de um ano, com prejuízos incalculáveis”, informou Bina, presidente do Sindicato.

Até pouco antes das 8h, não se possui ainda uma estimativa de presença de público no local do ato, no centro de Pilar. Pelos cálculos do Sindicato, mais de quinhentos agricultores deverão estar presentes na manifestação. 

SECA NA PARAÍBA

Aproximadamente 390 mil paraibanos sofrem os efeitos da seca, em 73 municípios que decretaram situação de emergência, no Sertão e até em áreas de plena Zona da Mata, a exemplo de Pilar. Segundo a Defesa Civil Estadual, 130 cidades da Paraíba estão sendo abastecidas por carros-pipas, entre elas, Pilar e Rio Tinto, localizadas na Zona da Mata, mas que vivem altas temperaturas e sofrem com a escassez de água como se fossem regiões do Sertão. A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA) iniciou uma Campanha de Fiscalização para o uso racional dos recursos hídricos e a proteção dos mananciais da Paraíba. Alguns deles, como o açude Boqueirão, estão sendo poluídos e isso ameaça a saúde de milhares de pessoas no Estado.

(Reportagem: Evanio Teixeira)